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Marketing jurídico: o que é permitido pela OAB

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O Provimento 205/2021 trouxe mudanças importantes para a publicidade na advocacia, modernizando as regras e permitindo que advogados utilizem estratégias de marketing digital de maneira mais clara, segura e objetiva. Ainda assim, muitos profissionais ainda têm dúvidas sobre marketing jurídico o que pode fazer e marketing jurídico o que não pode fazer, especialmente quando se trata de redes sociais, tráfego pago e conteúdo informativo. Neste artigo, vamos esclarecer tudo o que é permitido e o que deve ser evitado, trazendo exemplos práticos, listas detalhadas e um passo a passo para você aplicar no seu escritório.

Se você usa marketing digital para divulgar seu escritório — seja com anúncios, conteúdo ou estratégias de autoridade — entender o Provimento 205/2021 é essencial. Este artigo vai te ajudar a navegar pelas regras, evitar riscos éticos e aproveitar as possibilidades que o provimento abriu para quem deseja crescer no digital de forma ética e profissional.

Para complementar sua leitura, recomendo conhecer nosso guia sobre como ter sucesso no marketing jurídico, onde aprofundamos as estratégias permitidas dentro da ética.

O que é o Provimento 205/2021 e por que ele é tão importante

O Provimento 205/2021, publicado oficialmente pela OAB, atualizou as regras da publicidade na advocacia para a realidade digital. Antes dele, muitos pontos eram confusos ou desatualizados, especialmente na era das redes sociais. Hoje, o provimento deixa claro que advogados podem fazer publicidade informativa, utilizar meios digitais e até investir em tráfego pago — desde que tudo seja feito com moderação, discrição e foco na informação, nunca na captação indevida de clientes.

Segundo o documento oficial da OAB, disponível em neste link, o advogado pode divulgar conteúdos educacionais, explicar direitos, apresentar especialidades e promover sua marca de forma séria e profissional. Mas ainda existem limites importantes. É exatamente isso que vamos aprofundar nos próximos tópicos.

Marketing jurídico o que pode fazer segundo o Provimento 205/2021

O provimento 205/2021 deixa claro que existe uma série de práticas liberadas para o advogado que deseja trabalhar sua presença digital. Entender o marketing jurídico o que pode fazer é o primeiro passo para construir uma estratégia ética, sólida e de longo prazo. Tudo começa pela publicidade informativa — aquela que ajuda o público a entender seus direitos e as áreas do Direito.

Veja o que é permitido:

  • Divulgação de conteúdos informativos: artigos, posts, vídeos e explicações sobre temas jurídicos.
  • Publicações em redes sociais: Instagram, Facebook, LinkedIn, YouTube e outras plataformas.
  • Apresentação de especialidades e áreas de atuação: trabalhista, previdenciário, empresarial etc.
  • Uso de tráfego pago, como Google Ads e Meta Ads, desde que usado de forma informativa.
  • Participação em lives, entrevistas e palestras: para educar e informar o público.
  • Produção de conteúdo educativo: esclarecer direitos, explicar procedimentos, orientar clientes.
  • Exibição de endereço, OAB, canais de contato e serviços: sem problemas éticos.

Se você deseja começar no tráfego pago, recomendo conferir nosso guia completo sobre Meta Ads para advogados e também nosso conteúdo sobre Google Ads para advogados.

Marketing jurídico o que não pode fazer segundo o Provimento 205/2021

A parte mais importante do provimento é entender marketing jurídico o que não pode fazer. Aqui entram práticas proibidas ou que colocam o advogado em risco ético — especialmente quando envolvem sensacionalismo, mercantilização ou captação direta de clientes.

Práticas proibidas:

  • Prometer resultados: como “ganhe sua causa”, “indenização garantida”, “receba X mil reais”.
  • Usar linguagem mercantilista: promoções, descontos, ofertas, chamadas agressivas.
  • Impulsionar posts com tom apelativo: sensacionalismo é proibido.
  • Comparar-se com outros advogados: como “o melhor da cidade”, “o mais recomendado”.
  • Divulgar casos concretos identificáveis: mesmo com consentimento.
  • Usar depoimentos de clientes em anúncios: permitido apenas em ambiente próprio, não em tráfego pago.
  • Captar clientes com insistência ou abordagem invasiva.

É esses pontos que tornam o marketing jurídico diferente de qualquer outro tipo de marketing. Por isso, é fundamental seguir um caminho ético e informativo. Para aprofundar mais sobre erros comuns em anúncios jurídicos, leia o guia maiores dúvidas ao anunciar no Google Ads.

Como usar publicidade na advocacia de forma ética e estratégica

A chave para trabalhar publicidade na advocacia é ser intencional e estratégico. Você pode — e deve — divulgar seus serviços. Mas sempre mantendo foco em informação, autoridade e clareza. O cliente jurídico é mais racional que clientes de outros mercados, e a confiança é o elemento central para a tomada de decisão. O provimento permite que você participe da vida digital do seu cliente, desde que faça isso com responsabilidade.

Dicas práticas para publicidade permitida:

  • Crie conteúdo educativo semanal: mostre domínio da sua área.
  • Use linguagem simples: o cliente não entende juridiquês.
  • Foque em dores específicas: ajude de verdade.
  • Mantenha postura profissional: fotos discretas, comunicação clara.
  • Mostre autoridade sem exageros: certificações, experiência, especialidades.

Ao aplicar essas dicas, você evita excessos e cria uma presença digital forte e respeitada — base fundamental para qualquer estratégia de marketing jurídico séria.

Como criar conteúdo jurídico dentro das regras do Provimento 205/2021

Muitos advogados têm dificuldade em produzir conteúdo por medo de violar o Provimento 205/2021. A boa notícia é que criar conteúdo útil é totalmente permitido — desde que você não transforme informação em promessa ou venda agressiva. A criação de conteúdo é, inclusive, a base de qualquer estratégia moderna de marketing jurídico.

Passo a passo para criar conteúdo permitido:

  • Escolha um problema real do cliente: demissão injusta, benefício negado, abertura de empresa etc.
  • Explique o problema em linguagem acessível: sem termos técnicos.
  • Mostre o caminho correto: fale sobre direitos e possibilidades.
  • Evite induzir conclusões: nunca diga “entre com ação” ou “você tem direito garantido”.
  • Convide para orientação: “fale com um advogado especializado”.

Se você deseja montar sua estratégia completa, recomendo continuar sua leitura neste guia: marketing jurídico: como ter sucesso.

Como usar tráfego pago dentro dos limites éticos

Uma dúvida muito comum é se o advogado pode usar anúncios pagos. E a resposta, segundo o Provimento 205/2021, é sim — desde que o anúncio seja informativo, moderado e não faça promessas. Isso significa que Google Ads, Meta Ads e outras plataformas de tráfego pago podem ser usadas de forma estratégica.

Exemplos de anúncios permitidos:

  • “Advogado trabalhista – saiba seus direitos na demissão.”
  • “Advogado previdenciário – entenda o que fazer após benefício negado.”
  • “Consultoria jurídica empresarial – orientação especializada.”

O que não pode:

  • “Ganhe até R$ 20 mil de indenização!”
  • “Aposente-se mais rápido com a gente.”
  • “Resultado garantido.”

Se você deseja aprofundar o uso de anúncios com segurança, recomendo: Google Ads para advogados e Meta Ads para advogados

Checklist final de marketing jurídico permitido

Para facilitar ainda mais sua aplicação prática, aqui vai um checklist rápido para você consultar antes de publicar qualquer conteúdo ou campanha.

  • ✔ O conteúdo é informativo?
  • ✔ Não há promessas de resultado?
  • ✔ A linguagem é moderada e profissional?
  • ✔ Não há comparação com outros advogados?
  • ✔ O tom é educativo, não mercantilista?
  • ✔ A estratégia respeita o Provimento 205/2021?

Seguindo esse checklist, você evita riscos éticos e fortalece sua presença como autoridade no digital.

FAQ – Perguntas frequentes

  • O que é proibido no marketing jurídico? Promessas, sensacionalismo, comparações e captação agressiva.
  • Advogado pode usar tráfego pago? Sim, desde que a abordagem seja informativa e moderada.
  • Posso produzir vídeos explicando direitos? Sim, desde que sejam educativos e sem indução ao litígio.
  • O Provimento 205/2021 permite lives? Sim, desde que o conteúdo seja informativo e profissional.
  • Marketing jurídico funciona? Sim — quando feito com método, ética e estratégia.

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